Argo 1.0 e Argo 1.3 CVT são o mesmo carro, com propostas de motorização diferentes: motor menor e câmbio manual de um lado, motor maior e câmbio automático do outro. A intuição comum diria que o motor maior é sempre pior para o etanol — os números cadastrados no Tanque Ideal mostram o contrário.
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Fiat Argo 1.0
O Argo 1.0 é a motorização de entrada, com câmbio manual — ponto de equilíbrio de 70,2%, muito próximo da regra genérica dos 70%.
Fiat Argo 1.3 CVT
O Argo 1.3 CVT combina motor maior e câmbio automático continuamente variável — ponto de equilíbrio de 71,3%, mais favorável ao etanol que a versão 1.0.
Comparação lado a lado
| Veículo | Gasolina (km/l) | Etanol (km/l) | Ponto de equilíbrio |
|---|---|---|---|
| Fiat Argo 1.0 | 14,1 | 9,9 | 70,2% |
| Fiat Argo 1.3 CVT | 13,6 | 9,7 | 71,3% |
Ponto de equilíbrio: qual vale mais a pena
O Fiat Argo 1.3 CVT tem ponto de equilíbrio de 71,3%, contra 70,2% do Fiat Argo 1.0 — uma diferença de 1.1 pontos percentual. Isso significa que, quando o etanol custa entre 70,2% e 71,3% do preço da gasolina, os dois carros recebem recomendações diferentes: o Fiat Argo 1.3 CVT ainda indicaria etanol, enquanto o Fiat Argo 1.0 já indicaria gasolina.
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Este é o contraponto mais direto, dentro do nosso próprio catálogo, à ideia de que "motor maior consome mais, logo é pior para o etanol": o 1.3 CVT tem ponto de equilíbrio 1,1 ponto percentual MAIOR que o 1.0 manual. O que determina o ponto de equilíbrio é a relação entre o consumo de gasolina e de etanol daquele motor específico — não o tamanho do motor isoladamente.